O que é saúde mental e como promovê-la

Saúde Mental

Você já dedicou um momento para refletir sobre seu estado interno e a condição da sua saúde mental? Se seus pensamentos, concepções e emoções estão equilibrados? 

Definir “O que é saúde mental?” é complexo, dada a variedade de perspectivas, discursos e conhecimentos que abordam o assunto.

No entanto, é incontestável que a saúde mental é fundamental para o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas.

Ela compreende dimensões emocionais, psicológicas e sociais, moldando diretamente nossos pensamentos, sentimentos e ações. 

Em todas as fases da vida, desde a infância até a fase adulta, é necessário estar atento aos sinais de possíveis adoecimentos mentais. 

Assim como cuidamos de outros aspectos diários, manter a estabilidade emocional é indispensável.

Observar os sinais de desconforto é fundamental para reconhecer a hora de buscar orientação especializada. Um diagnóstico preciso é o primeiro passo para um tratamento apropriado, podendo envolver medicamentos, sessões terapêuticas ou ajustes no modo de viver.

Mais do que isso, buscar um estado de saúde mental, irá trazer mais bem-estar e qualidade de vida para você.

Então, se você quer saber mais sobre esse tema, seja para cuidar de você mesmo, de seus entes queridos ou até mesmo por curiosidade, nos acompanhe até o final deste artigo!

Como definir saúde mental e doença mental?

Muitas pessoas se confundem sobre o que é de fato saúde mental e doença mental.

Os termos podem gerar dúvidas a princípio, mas uma análise mais atenta revela seu significado. O primeiro está relacionado a um estado de saúde mental, enquanto o segundo indica sua falta. 

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), saúde mental é definida como:

Um estado de bem-estar em que a pessoa consegue utilizar suas competências, superar os desafios diários, atuar de forma produtiva e fazer a diferença em sua comunidade.

Podemos dizer que a saúde mental é um estado de bem-estar no qual o indivíduo consegue utilizar plenamente suas capacidades, enfrentar os desafios da vida, trabalhar de maneira produtiva e contribuir para sua comunidade.

Ela não se limita à ausência de dificuldades, mas é uma condição em que a pessoa se sente preparada para encarar as variações e incertezas do cotidiano. 

O ritmo acelerado do mundo moderno e a complexidade das relações humanas, tornam essencial desenvolver uma boa saúde mental, para estar apto a manter relacionamentos saudáveis e duradouros.

A saúde mental está intrinsecamente ligada à maneira como respondemos aos estímulos, desafios e transformações da vida, e à forma como equilibramos nossos sentimentos e pensamentos. 

Vivemos uma gama de sentimentos diariamente, como alegria, tristeza, frustração e satisfação. A forma como gerenciamos essas emoções indica o estado de nossa saúde mental.

O conceito vai além da mera ausência de distúrbios mentais. Envolve nossa habilidade em cultivar uma sensação de equilíbrio e contentamento, nossa competência em lidar proativamente com contratempos e dificuldades, o reconhecimento e aceitação de nossas imperfeições, e a capacidade de interagir de maneira saudável com aqueles ao nosso redor.

Quando falamos de crianças, a saúde mental abrange aspectos do seu crescimento, como: desenvolver uma autoimagem positiva, adquirir ferramentas para gerenciar seus pensamentos e sentimentos, estabelecer relações sociais construtivas e estar disposto a aprender e se educar. Isso prepara a criança para uma participação significativa e ativa na sociedade.

Estatísticas sobre saúde mental e doenças mentais

Informações da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) indicam que cerca de 30% dos habitantes das Américas passaram ou passarão por algum distúrbio mental. 

No contexto brasileiro, números recentes apontam que a depressão e a ansiedade são, respectivamente, a quinta e a sexta maiores causas de anos vividos com incapacidade.

Em 2019, aproximadamente um bilhão de indivíduos no mundo enfrentavam algum distúrbio mental. Esse número representa 15% dos adultos em idade produtiva e 14% da população adolescente global. 

Além disso, o suicídio se mostrou responsável por mais de 1% das mortes registradas, com 58% desses ocorrendo antes dos 50 anos.

De maneira alarmante, aqueles com severas condições de saúde mental têm uma expectativa de vida reduzida em 10 a 20 anos em comparação com o restante da população, majoritariamente devido a enfermidades físicas que poderiam ser prevenidas.

Os casos relatados de depressão e ansiedade tiveram um aumento de mais de 25% somente no primeiro ano da pandemia de COVID-19.

Antes mesmo da crise do coronavírus, uma parcela mínima daqueles que precisavam de auxílio conseguia acessar os tratamentos de saúde mental de qualidade. 

Como exemplo, 71% dos indivíduos com psicose globalmente não se beneficiam dos serviços de saúde mental. 

No que tange à depressão, existe uma grande defasagem no atendimento em todas as nações. Mesmo em países mais desenvolvidos, apenas um terço dos depressivos têm acesso a tratamento especializado. 

Estimativas revelam que a assistência considerada mínima para depressão, varia de 23% em nações menos favorecidas economicamente, para 3% em países de baixa e média renda.

Possíveis Causas das doenças mentais

Diversos são os fatores que podem influenciar negativamente a nossa saúde mental, atualmente, entende-se que as doenças mentais surgem a partir de uma combinação multifacetada de fatores, que incluem:

  • Fatores genéticos
  • Aspectos biológicos (fatores físicos)
  • Componentes psicológicos
  • Fatores ambientais, como sociais e culturais

Estudos indicam uma forte contribuição da genética em diversos distúrbios mentais. Não é raro que uma condição mental se manifeste em alguém que tenha o perfil genético. 

Esta predisposição, quando somada a aos principais fatores cotidianos, como conflitos familiares ou desafios no trabalho, pode desencadear o aparecimento de um transtorno mental.

Uma das principais causas de angústia relatadas pelas pessoas nos dias de hoje é o ambiente de trabalho.

Grande parte de nossas vidas é dedicada a nossa profissão, e nem sempre essa dedicação é recompensada com satisfação ou prazer. Desafios como o elevado índice de desemprego, salários insuficientes, condições de trabalho precárias e falta de direcionamento na carreira, são fatores que contribuem para o surgimento de variados transtornos psicológicos.

Entre os distúrbios mentais frequentemente relacionados ao contexto profissional, destacam-se a síndrome de burnout, o transtorno de estresse pós-traumático, a síndrome da fadiga crônica, a neurose ocupacional e a síndrome do esgotamento no trabalho.

Sintomas de problemas psicológicos

É importante enfatizar que cada transtorno ou condição tem seus próprios sintomas característicos. Contudo, alguns dos sinais mais comuns indicativos de problemas de saúde mental abrangem:

  1. Dificuldades no raciocínio ou em manter a atenção focada
  2. Sentimentos intensos de desânimo ou abatimento
  3. Sentimento contínuo de ansiedade ou apreensão
  4. Isolamento de pessoas próximas e atividades comunitárias
  5. Oscilações acentuadas de estado emocional, variando entre um grande entusiasmo e profunda irritação
  6. Distúrbios no padrão de sono e sensação crônica de exaustão
  7. Desafios em distinguir o real do imaginário, como ter visões ou delírios
  8. Falta de consciência sobre alterações em suas emoções, comportamentos ou identidade
  9. Consumo exacerbado de substâncias, incluindo álcool ou drogas ilícitas
  10. Pensamentos voltados ao suicídio
  11. Dificuldade em cumprir obrigações cotidianas, em enfrentar adversidades e sensação de estresse muito acentuado no dia a dia
  12. Inconsistências no apetite, podendo ser um consumo exagerado ou muito reduzido de alimentos.

Principais enfermidades mentais

Preservar a saúde mental em nossos tempos, é mais desafiador do que pode parecer à primeira vista. 

Há uma multiplicidade de desafios, incluindo estresse, conflitos, repreensões, enfermidades, deficiências, limitações, questões financeiras, ausência de apoio familiar ou demasiada pressão familiar.

A seguir, detalhamos alguns transtornos mentais que podem aparecer dentro e fora do ambiente de trabalho, bem como suas respectivas abordagens terapêuticas. O objetivo é tornar mais acessível o reconhecimento dessas condições, incentivando indivíduos e seus entes queridos a procurar assistência especializada e contribuir para a superação do estigma associado a esses transtornos.

TOC (Transtorno Obsessivo-Compulsivo)

O TOC é uma manifestação de ansiedade definida pela presença de pensamentos persistentes e perturbadores (obsessões) e atitudes repetitivas e ritualizadas (compulsões) que visam aliviar o mal-estar ligado a tais pensamentos. Pesquisas apontam que entre 3 a 4 milhões de brasileiros sofrem com essa condição.

Embora muitos indivíduos com TOC possam perceber a irracionalidade de seus pensamentos e ações compulsivas, a luta para superá-los é desafiadora. Aproximadamente 1,5% da população apresenta este transtorno, que aprisiona o cérebro em um ciclo contínuo de pensamento ou desejo. Embora geralmente se manifeste na infância, o TOC pode surgir em fases mais avançadas da vida, muitas vezes associado à depressão.

O TOC se manifesta em diversos comportamentos:

  • Obsessão com limpeza: medo de se contaminar levando à compulsão de limpar constantemente ou lavar as mãos.
  • Comportamento verificador: necessidade de verificar repetidamente situações (como se o forno está desligado ou a porta está trancada), relacionando-os a potenciais riscos.
  • Perfeccionistas e temerosos: convicção de que tudo deve ser executado perfeitamente, temendo graves consequências caso contrário.
  • Preocupação com organização: foco excessivo em ordem e simetria, podendo surgir superstições relacionadas a números, cores ou disposições.
  • Acumuladores: resistência em descartar itens, temendo consequências negativas.
  • Tratamento: A terapia cognitivo-comportamental (TCC) é comumente recomendada, ajudando o indivíduo a confrontar seus medos e obsessões sem recorrer a compulsões. Além disso, medicamentos antidepressivos podem ser prescritos para atenuar a sensação de ansiedade.

Depressão Unipolar

Este é o formato mais comumente reconhecido de depressão, frequentemente referido como depressão clássica ou unipolar. Segundo a OMS, em 2017, 5,8% da população brasileira apresentava sinais desta condição. Essa modalidade de depressão é uma das principais razões para afastamentos prolongados do ambiente de trabalho no mundo e, em seus estágios mais intensos, pode estar vinculada à propensão ao suicídio.

  • Sintomas físicos: Manifestações dessa forma de depressão variam em intensidade, podendo persistir por semanas ou meses. Eles incluem distúrbios do sono e apetite, fadiga, dores corporais inexplicadas, como cefaleias e desconfortos musculares, e dificuldade em focar ou se concentrar.
  • Sintomas emocionais: Entre as expressões emocionais estão a tristeza constante, apatia ou desinteresse pelas atividades diárias, visão negativa do futuro, sensação de desvalia e inquietação contínua.
  • Tratamento: As abordagens podem envolver psicoterapia, medicação antidepressiva, terapia cognitivo-comportamental (TCC), terapia eletroconvulsiva (ECT) e métodos alternativos. A estratégia terapêutica é adaptada ao perfil de cada paciente, considerando a gravidade da depressão – classificada como leve, moderada ou intensa.

Distimia

A distimia, muitas vezes, faz com que a pessoa seja percebida como melancólica, negativa ou constantemente insatisfeita, mas, na verdade, ela enfrenta um transtorno mental duradouro. Também denominado de transtorno depressivo persistente, a distimia pode ser mais sutil que outras formas de depressão, mas ainda assim impacta relacionamentos e complica rotinas cotidianas. Conforme a Abrata, estima-se que entre 5 e 11 milhões de brasileiros convivam com essa condição.

Frequentemente, é associada a um constante estado de irritabilidade ou mau humor, o que pode tornar o diagnóstico mais demorado, pois é facilmente confundido com uma simples característica de personalidade. No entanto, essa irritabilidade é contínua, se estendendo por mais de um ano, sem uma razão aparente. Muitos relatam viver como se estivessem constantemente sob uma nuvem cinza, incapazes de se sentirem plenamente bem.

  • Sintomas físicos: variações no apetite, distúrbios do sono, fadiga, dificuldades de concentração e lapsos de memória.
  • Sintomas emocionais: tristeza ou desânimo constante; falta de autovalorização, sentimentos de inadequação, irritação frequente e incapacidade de encontrar satisfação, mesmo em momentos propícios.
  • Tratamento: A combinação de antidepressivos e psicoterapia é a abordagem recomendada para este tipo de depressão.

Dicas para alcançar saúde mental

  • Alimente-se bem: Uma dieta variada e nutritiva contribui para um organismo equilibrado, proporcionando mais energia e vitalidade durante o dia.
  • Beba água: A desidratação pode causar problemas cognitivos, como falta de foco e fadiga mental, entre outros problemas de saúde.
  • Mantenha-se ativo: Exercitar-se não só fortalece o corpo, mas também é um alívio para o estresse e a ansiedade. Além disso, oferece inúmeros outros benefícios para a saúde física e mental. 
  • Durma adequadamente: Uma boa noite de sono ajuda na recuperação física e mental. Escolha ambientes propícios e mantenha um horário regular de sono, idealmente 8 horas.
  • Dedique-se a hobbies: Encontre atividades que lhe proporcionem relaxamento e alegria, como leitura, jardinagem, meditação, entre outros.
  • Enfrente desafios com serenidade: Todos enfrentamos problemas; a inteligência emocional é essencial para lidar com eles de maneira equilibrada.
  • Invista em relacionamentos: A companhia de entes queridos beneficia a saúde mental. Cultive e valorize as relações saudáveis em sua vida.
  • Reconheça seu valor: Fortaleça sua autoestima. Autoaceitação é a chave para relações mais saudáveis. Celebre suas habilidades e persiga seus sonhos.
  • Não hesite em buscar suporte: Ter alguém para fornecer apoio pode proporcionar perspectivas diferentes e aliviar cargas emocionais.
  • Consulte um psicólogo: O apoio profissional é crucial para o autoconhecimento e bem-estar. Não é sinal de fraqueza, mas de sabedoria e maturidade.

Como buscar mais saúde mental?

A sociedade ainda carrega muitos preconceitos quando o assunto é saúde mental ou adoecimento mental. 

Ao contrário de condições como diabetes ou problemas cardíacos, que possuem exames comprobatórios, a saúde mental, por ser subjetiva e influenciada pelo ambiente, é muitas vezes vista como uma “fraqueza” ou “falta de vontade” do indivíduo.

Muitos têm dificuldade em entender que transtornos mentais são efetivamente doenças. É essencial compreender que saúde e doença não são, necessariamente, opostos. Ser saudável não implica a ausência total de enfermidades.

Em função de estigmas e julgamentos, muitos resistem a se identificar como portadores de transtornos mentais, temendo serem rotulados como frágeis ou instáveis. No caso de crianças, o estigma pode recair sobre a família, gerando sentimentos de culpa.

Importa salientar que uma considerável parcela da população lida com depressão e ansiedade sem necessariamente estar hospitalizada, mantendo uma rotina diária sem grandes desvios.

A chave para enfrentar o estigma é promover diálogos sobre o tema, entender a singularidade de cada indivíduo e buscar formas inclusivas de convívio. Precisamos dialogar mais sobre a pressão de ser excepcional em todos os aspectos da vida e reconhecer o sofrimento alheio.

Ignorar a necessidade de ajuda só intensifica o sofrimento emocional, que pode culminar em pensamentos autodestrutivos.

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